Afinal, o que é a sindrome de burnout e por que você deveria se preocupar com isso?

A vida moderna trouxe facilidades e também novas doenças, decorrentes das situações que vivemos e trazem estresse, sedentarismo, má alimentação, entre outras. Neste post, mostraremos o que é a Síndrome de Burnout e como ela está ligada às condições de trabalho.

Os dados sobre a doença são preocupantes: a International Stress Management Association afirma que 32% dos brasileiros sofrem com o problema, e cerca de 96% das pessoas afetadas sentem-se incapacitadas, o que provoca o absenteísmo (falhas e atrasos constantes) ou o presenteísmo (o trabalhador vai ao local, mas está com a mente distante e não consegue produzir bem).

O que é a Síndrome de Burnout?

A Síndrome de Burnout (ou síndrome do esgotamento profissional) foi descrita pela primeira vez em 1974 pelo psicólogo e médico norte-americano Herbert Freudenberg.

Ela pode ser definida como um quadro de estresse crônico causado pela sobrecarga de trabalho. É manifestada principalmente em profissões que lidam diretamente com o público, mas não significa que afete apenas as pessoas que lidam com essas situações.

Essa doença traz um desgaste emocional excessivo que afeta de maneira severa o físico do afetado, causando diversos sintomas. Os principais são:

  • fadiga;
  • pessimismo;
  • alterações de humor;
  • cansaço constante;
  • perda de memória;
  • falta de apetite;
  • distúrbios do sono;
  • falta de prazer nas atividades;
  • dores musculares;
  • sinais de depressão;
  • dificuldade de concentração;
  • necessidade de isolamento.

O principal problema da Síndrome de Burnout é que os sintomas não aparecem de uma vez só; eles surgem aos poucos, dificultando assim a identificação do problema e a tomada de providências para diminuir os danos.

Porém, os efeitos são devastadores. Em muitos casos, os funcionários precisam sair da empresa ou ter um bom período de afastamento para a recuperação.

O que provoca a doença?

A Síndrome de Burnout é um esgotamento consequente do estresse prolongado no trabalho. Vários gatilhos podem provocar esse estresse extremo. Destacamos aqui os principais.

Excesso de trabalho

Uma carga de trabalho com a qual o funcionário consiga lidar e tenha tempo para descansar e realizar outras atividades é o ideal para o desenvolvimento pessoal e profissional.

Infelizmente, encontramos nas empresas uma grande pressão para produzir cada vez mais. Em alguns casos, essa pressão vem até mesmo dos funcionários, que querem entregar resultados para serem reconhecidos e alcançarem cargos mais altos.

Falta de autonomia

É comum que os profissionais tenham chefes ou pessoas que estão um degrau acima na hierarquia, mas sentir que não tem autonomia ou que sua opinião não é relevante é um dos gatilhos para a Síndrome de Burnout.

Isso afeta totalmente o bem estar do colaborador e pode levar a situações de estresse, que passam a prejudicar a sua integridade física.

Ausência de reconhecimento

Um dos maiores desmotivadores no ambiente laboral é a falta de reconhecimento pelos esforços. O sentimento é de frustração e vontade de desistir ― em alguns casos, o profissional busca por outras oportunidades, mas quando isso não é possível, a situação é levada dia a dia, afetando totalmente a saúde do colaborador.

A solução não precisa ser apenas um aumento de salário: um reconhecimento público, uma pequena recompensa ou feedbacks mais frequentes podem resolver o problema.

Assédio moral ou sexual

O assédio, tanto moral quanto sexual, faz com que a pessoa sinta-se humilhada, diminuída e menosprezada. A situação de desconforto começa a apresentar sintomas físicos, levando ao desenvolvimento da síndrome.

Temendo o desemprego, muitos profissionais tentam tolerar a situação. Quando se trata de assédio moral, alguns procuram até mesmo entregar mais resultados na tentativa de resolver o problema, geralmente sem sucesso.

Como prevenir a doença?

A prevenção da Síndrome de Burnout requer principalmente cuidado com a saúde mental e física, tomando cuidado para que o excesso de trabalho não tome conta da rotina. Embora essa seja uma realidade difícil e que muitas vezes está fora do nosso controle, algumas atitudes podem ser adotadas.

Avalie as condições de trabalho

A estrutura e os recursos do local de trabalho devem atender as necessidades do colaborador na realização de tarefas. Também é importante avaliar se a carga de trabalho é coerente, sem sobrecarregar o funcionário.

É comum que, na tentativa de economizar, empresas exijam que um colaborador dê conta de uma demanda que deveria ser cuidada por duas ou mais pessoas. Além de afetar a produtividade, essa conduta prejudicará seriamente a saúde do profissional.

Aprimore a comunicação interna

Instituir um canal de comunicação interna eficiente é fundamental para melhorar o clima organizacional e promover uma rápida solução das dificuldades.

Esse diálogo também dá ao profissional a oportunidade de saber quais são as expectativas em relação aos seus resultados e o alinhamento de diversos pontos que podem prejudicar a fluidez do trabalho.

Trabalhe o reconhecimento

Como apontamos acima, a falta de reconhecimento é um dos fatores que podem desencadear a Síndrome de Burnout. Evite isso recompensando os funcionários pelo trabalho bem feito e deixando claro como o esforço deles é importante para a empresa.

Crie um programa de prevenção

O burnout não aparece de uma hora para outra. Ele é um efeito cumulativo de meses e até anos de uma situação complicada que vai sendo suportada pelo trabalhador.

Por isso, a criação de um programa interno de prevenção pode ajudar. Nele, os funcionários podem ser conscientizados sobre a doença, seus gatilhos e sintomas, a fim de que a identificação seja feita já nas primeiras crises de estresse.

Assim, o trabalhador pode buscar ajuda com o gestor ou com especialistas como um psicólogo ou um psiquiatra logo no começo do problema, evitando que assuma proporções maiores.

Entender o que é a Síndrome de Burnout e a seriedade da doença ajuda os gestores e o RH a tomarem as providências necessárias para evitar o seu desenvolvimento e, mais do que isso, adotarem uma política organizacional que priorize a saúde e o bem-estar dos funcionários. Esse é o primeiro passo para quem quer ter uma empresa produtiva e com uma imagem positiva no mercado.

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